Regulamentação de IA aprovada pela União Europeia

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UE e o regulamento da IA

A regulamentação da IA não foi da noite para o dia. Na era da transformação digital, a Inteligência Artificial (IA) tem desempenhado um papel cada vez mais proeminente em diversas áreas, desde assistentes virtuais até sistemas de reconhecimento facial. No entanto, o rápido avanço dessa tecnologia também suscita preocupações sobre possíveis impactos negativos. Reconhecendo essa necessidade, o Parlamento Europeu deu um importante passo em direção à regulamentação da IA, aprovando o “AI Act” nesta quarta-feira (14). Esse conjunto de leis é considerado o primeiro marco legal abrangente para governar o uso responsável e ético da IA na União Europeia.

Classificação de riscos e categorias da regulamentação

Uma das principais características do AI Act é sua abordagem baseada em risco. A legislação divide as ferramentas de IA em duas categorias: “IA de alto risco” e “IA de uso geral”. A primeira categoria inclui sistemas que podem causar danos à saúde, segurança, direitos fundamentais ou meio ambiente. Isso abrange, por exemplo, tecnologias usadas para influenciar eleitores em campanhas políticas e sistemas recomendados por plataformas de mídia social. Já a segunda categoria refere-se a aplicações de IA que não apresentam riscos significativos e que podem contribuir para a proteção dos direitos fundamentais e da democracia.

Regulamentação da IA

Proibições e exceções da regulamentação

O AI Act impõe proibições claras em relação a usos intrusivos e discriminatórios da IA. Isso inclui sistemas de categorização biométrica que utilizam características sensíveis, como gênero, raça, etnia e orientação política, bem como sistemas de policiamento preditivo baseados em perfis, localização, reconhecimento de emoções ou antecedentes criminais. No entanto, a legislação também contempla exceções específicas. Por exemplo, tecnologias de IA podem ser utilizadas para fins de pesquisa, desde que sejam conduzidas de acordo com critérios éticos e sigam protocolos adequados. Além disso, componentes de IA fornecidos sob licenças de código aberto também são considerados exceções.

Transparência e sandboxes regulatórios

O AI Act destaca a importância da transparência no uso da IA. Para garantir a prestação de contas e a confiança do público, os modelos generativos, como o ChatGPT, são obrigados a cumprir requisitos adicionais de transparência, incluindo a divulgação do que foi gerado e o aprimoramento contínuo do modelo para evitar a geração de conteúdo ilegal ou prejudicial.

Além disso, a legislação promove a implementação de “sandboxes regulatórios”. Esses ambientes controlados são estabelecidos por autoridades públicas para permitir testes e experimentos com a IA antes de sua implantação em larga escala. Essa abordagem visa equilibrar a inovação com a necessidade de garantir a segurança e minimizar possíveis riscos.

Perspectivas futuras

O AI Act representa um marco significativo na regulamentação da IA e reflete o compromisso da União Europeia em proteger os cidadãos e garantir o uso ético e responsável dessa tecnologia. Embora algumas empresas de tecnologia tenham manifestado preocupações, a Europa está na vanguarda ao propor uma resposta concreta aos riscos emergentes da IA.

À medida que o AI Act entra em vigor, ele estabelece um precedente importante para outras regiões do mundo considerarem a regulamentação da IA.

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